histórias de pele
em poucos segundosinstantes em sorrisosteu cheiro, teu sabortua irritante sapiência de si Sem ego, invades o espaçominha pele, teu territóriodenuncia sem pudor:V.A.D.I.O.
em poucos segundosinstantes em sorrisosteu cheiro, teu sabortua irritante sapiência de si Sem ego, invades o espaçominha pele, teu territóriodenuncia sem pudor:V.A.D.I.O.
espaço de convitereceptividade e rejeição imediatos,sem delongas! atordoa ao leve toque,encanta no tom dos sentidos despertados narra, em cada marca, dobra, ruga, cicatrizhistórias de andanças e deleite Pele: fronteira do corpo, território de habitar
Eu não tenho esse corpo Que a história se conta Como se o mundo nada fosse E tudo estivesse aos seus pés Eu tenho esse corpo Que faz a história miúda Cujos sorrisos se fazem rotina, Um corpo que respira, crê, saliva: suaviza
Em um dado momento da vida, com um amigo tomando café nessas cafeterias charmosas e pequenas em ruas silenciosas, escutei: – eu me casei cedo, eu tenho inveja de tua vida as vezes, sempre só com uma escova de dentes no banheiro… Essa liberdade e libertinagem parecem tão boas! Ao Leia mais
E para tua alegria aparentePeso inconsequenteMe refaço, intensa, força e chorodesabo, em mimdesato, tudo em nós: teia desfeita Tempo e silêncio, tormenta(em quieta turbulência)o falso e sarcástico sorrisodesprezo da ausência Nossos monstros sentam à mesa,em frios abraços descuidadosObservam sem curiosidade ou vontade os acasosdeleitam-se, em cada lágrimaalimentam-se da dorÓpio voluptuosoque Leia mais
O mundo não é amargo como café, ou chocolate, ou uma deliciosa cerveja. É doce: enjoa e causa ânsia. Do amanhecer preguiçoso e atrasado, ao mais belo e ilusório arrebol. Do objeto de desejo almejado e nunca alcançado, ao amor cotidianamente estragado. Tudo adoça, enjoa, ansia. Quando muito, vira poesia.
Chafurda na merda (com vontade! Te espalha)assume, com gosto e desconforto, o óbvio descontrolea vida, desavisado transeunte, é descarrilhada, sem freio (nem perspectiva) Crua, pura e puta, plena e volátil: nos escapaàs gargalhadas (e nos deixa)nos deixa a máxima, anotada aos garranchos apressados:A ti resta o ato: chafurda, na merda(e Leia mais
Se nem carinho sincero acalma,será que risada à toa alivia?[sufoca o silêncio, em voz inaudível]abraça, adormece, acalentasuspira sem efeito(em rarefeito ar, se faz chiado no peito) Acorda, sorri (des)cansado,espreguiça, resmunga, caladomais dias, menos horas, tempo.passadas pensadas, presente pesado,futuro, sem rima, cinza, sem palavraou previsão de poesia? Contam aos sussurros por Leia mais
Às vezes ele fica quieto, prendendo o ar, pensativodistante e perdido, remói ideias, roendo as unhasmente,um ar pesado, parecendo apreensivo,turbilhão intranquilo e silencioso.Às vezes é só um cansacinho, uma gripe,(um abatimento não à toa, sabe?)Mas às vezes, nitidamente, é o mundo todo:um tempo, um espaço, vivências que ressoam ruidosamente…Às vezes, enquanto ele parecia querer Leia mais
De que vale ser substrato da palavra?pele, suor, cafuné, salivapaz inquieta, furor constantede cada diálogo, sorriso, suspiroo beijo, o afago, <de novo> [o sorriso]Intensidade, sutil vontadeteu toque voraz ou abraço suavechoro, conversa, risadacalmarias e turbulênciasda próxima passadacada dia, minha rotina[TU] cada letra, instante de poesia