Breguices em dias sem paz

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Post brega para ler escutando Tempo de Amor

Em tempos difíceis, amar segue resistência e condição de possibilidade. Enquanto os urubus voam no céu, nossos problemas existem suas vidas aqui embaixo no substrato e é na capacidade de encontrar espaços para amar e continuar amando que tornamos o sombrio do cotidiano potência.

No caos a nós imposto pela rotina é em parcerias que percebemos a leveza improvável do sorriso e afeto, tanto quanto nos abraços que se anuviam os perturbados enroscos insolúveis. Resistir ao isolamento das ideias e compartilhamento das questões existenciais torna-se parte de abrir-se à dor e ao caos e insolubilidade dos outros, mas também à força do encontro.

Mas tem que querer, para poder amar, diria Baden Powell. Dias mundanos precisam da leveza do encontro, que não seja meu, nem nosso, o mundo em que o amor morreu.

“Ah, não existe coisa mais triste que ter paz E se arrepender, e se conformar E se proteger de um amor a mais

O tempo de amor é tempo de dor O tempo de paz, não faz, nem desfaz Ah, que não seja meu O mundo onde o amor morreu” (Baden Powell e Vinícius de Moraes)

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