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Feminismo

Feminismo

Ceci n’est pas une invitation

Minha pele desnuda que desfila pelo lar de um lado, para outro lado retorna, roda, dança um tanto como se os segundos fosse eternos e o tempo percorresse sob meu controle… Meu corpo, andarilho fonte e residência de mim que anseia por prazeres inúmeros do tato, do olfato, do paladar Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 9 anos17 de dezembro de 2016 atrás
Feminismo

#niunamenos

não desce a dor, torpe sentir de ser, só, mulher e por ser, só: mulher a que nasce e vive para servir, culpar: morrer   sou, sim, culpada: de minha luta de me assumir, como todas: puta do orgulho que corre em meu corpo do desejo, da vontade, do deleite Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 10 anos atrás
Auto-retrato

O medo nosso de cada dia

Dilacera a carne viola o corpo finda a alma cospe, ejacula, ignora é só corpo, carne, coisa exibe, ri, goza é só uma piada. xinga, culpa, julga é vadia, tava pedindo, foi pro baile a roupa é curta, o decote profundo ela queria, não era virgem, já tem filho é Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 10 anos atrás
Auto-retrato

Vou deixar de ser…

vou desistir da vida de vadia, virar amélia do lar limpar a poeira daquele velho sofá no coração chamar o moço, aquele lá, bem vestido emprego importante, automóvel do ano que paga conta, abre a porta, é gentil é polido e admira o recato da mocinha moço de bem, marido Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 10 anos atrás
Amigos

Meu corpo em Si

Ocupa o teu lugar, que sempre permanente seja, enquanto fores feliz; que transitório permaneça, se o vento tornar a soprar Ocupa o teu lugar: em Si. https://www.facebook.com/simonebispofotografia/  

Por Notas Não Aleatórias, 10 anos atrás
Feminismo

Ingerências do Corpo: Prezados Senhores, uma resposta

“Não te estupro, pois tu não mereces” – Bolsanaro, 2014. Prezados,  Eu me deleito, pois eu mereço Eu gozo, gargalho, grito, gozo de novo E este corpo, não precisa de ti, para o gozo. Nem da autorização do Estado Ou da gerência de um homem Só, somente só, da vontade Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 12 anos atrás
Feminismo

Dos fatos isolados

Rasga a pele Dilacera a alma Interrompe a vida Destroça o corpo Diminui a culpa Minimiza o ato Autoriza o tapa O pau, a porra Deixa o menino seguir Legitima a vontade de gozar E segue, acusa a menina: De vestir, de andar, de beber, de existir Aponta na rua Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 12 anos atrás
Feminismo

Das culpas de ser mulher

Choro por mim, por todos Que pensam, falam, apontam Na rua, na vida, na casa Na rotina: modos de ser Que culpam, diminuem, invalidam Sujeitam a mim, a todas A vestir isso, comer aquilo Comportar assim, falar assado Pois és menina, és mulher Cor-de-rosa, comportada, delicada Dedicada, é para casar… Leia mais

Por Notas Não Aleatórias, 12 anos atrás
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