Degustar o saber
Boa é a tarde Que se demora Com sabor de cereja Cheiro de preguiça E cafuné de sobremesa Forte é a vontade Da pressão suave Da mão na pele em um passeio que não é à toa Raridade é degustar o saber (Sem espanto, nem modéstia) Que beleza se acha Leia mais
Exaustão
O dia em que te procurei com amor, por amor… Disseste: não existe mais tal sensação. Estou sem amor, vazio. Então, Foi Sem amor Só suor Simples Puro Indecente Sincero Suor Sem amor, Somente sincero suor Até a exaustão (Poesia feita em parceria com Phill-it – http://www.facebook.com/phillitnow)
Sobre o sorriso
movimento encontro olhar suspira suspira só pira percorre minuciosa e vagarosamente de um canto a outro canto num só olhar e sorri de volta e de novo e de novo sorriso: compulsória ação própria do querer do ser, sentir, tocar, viver a alma o fato a pele a pele? o Leia mais
Meu mundo (por mim, por outros)
Vomita a indignação Das possibilidades de vida De uma política ensandecida Da falta de inspiração Pelo cansaço do discurso Fadado à constância Fardado para a luta Brado, grito, choro, pulo Mas não, não silencio! Meu mundo é do ruído Minha gana é por um mundo Que é de Anas, de Leia mais
Dos fatos isolados
Rasga a pele Dilacera a alma Interrompe a vida Destroça o corpo Diminui a culpa Minimiza o ato Autoriza o tapa O pau, a porra Deixa o menino seguir Legitima a vontade de gozar E segue, acusa a menina: De vestir, de andar, de beber, de existir Aponta na rua Leia mais
Que sujeitos-leitores queremos para nossos escritos?
Zaratustra, o mestre protagonista do livro Assim Falou Zaratustra (Nietzsche), vai afirmar a importância de nos tornarmos independente dos ensinamentos recebidos. Como discípulos devemos lutar pela autonomia, pelas nossas ideias, nas palavras dele: “Paga-se mal a um mestre, quando se continua sempre a ser apenas o aluno”. Com isso, o Leia mais
De complacências e insis(desis)tências
Aguardo e contemplo, Um tempo vazio Um espaço sem vontade. Conviver ainda é oportunidade para poucos. Por momentos de insanidade Ocupo, numa intenção sem fim, Acontecimentos fugazes Incapazes de suprir A solidão vulgar da urbanidade Não. Não espere complacência. Não dou sorriso de graça, Se ele for vazio de sentido Leia mais