Das cafonices
Efêmera Fugaz Voraz Mundana Ordinária Saudades Tão comum e vulgar Quanto brega e banal Mas e quem é, afinal Que resiste com vontade A um bocado de cafonice dessa vida? imagem de http://www.macanudo.com.ar
Efêmera Fugaz Voraz Mundana Ordinária Saudades Tão comum e vulgar Quanto brega e banal Mas e quem é, afinal Que resiste com vontade A um bocado de cafonice dessa vida? imagem de http://www.macanudo.com.ar
Começando a segunda-feira Sem prumo, sem eira, nem beira Esquenta a água, passa o café Abre o livro, a vida, e rema contra a maré Vive, plena, cheia, cansada, passada De gente que não trabalha, não faz nada Respira fundo e: Rema, Ana, Rema Abastece a xícara e vai, encara Leia mais
Quando dizes não entenderes o que sinto Respiro fundo… Amor não é do campo do entendimento criança… É do sentir, pulsar, rir e chorar… Eu gosto dos teus detalhes Da simplicidade de cada um deles escondidos nos fazeres cotidianos E de como encaras o mundo sorrindo Esse gostar é bem Leia mais
Se não vejo, não sinto Se não sinto, é porque não vi E assim seria ideal Idealizações de uma vida… Decidir quando e quem Chega, permanece, encanta O ideal vislumbra na calmaria Uma felicidade constante, irreal Uma rotina pacata, Sem instante, sem invasão E quem quer uma vida Decidida, exata? Leia mais
– O que eu quero? Que tu sumas, pois não sinto mais nem tua ausência… – Logo eu! Teu sempre e mais inútil de todos? Ah! Mas isso não é poesia! – Ué, como não? Veio do fundo da alma, reverberando pura insuficiência – De amor? – Não… De pudor, Leia mais
Finda o diaLaranja, cinza, amareloCores, compondo poesiaSem pedir licença.Fim de turnoCéu em coresEm um dia sem sabores…
De um amor de mau humor, das boas e más notícias, dos feriados trabalhados, dos dias úteis ociosos… Do sorriso dos meus versos, Dos amores distantes, desconhecidos, cansativos, salafrários, conquistados, arduamente vividos… Da segunda-feira preguiçosa, do sol com frio pela manhã das viagens programadas e saudades permanentes Sem mais, nem Leia mais
Sentir teu olhar me agrada Conhecer tuas ações Agradaria mais ainda Enquanto isso, aguardo No balanço da rede Na intranquila calmaria Aguardas o agrado? Sim, hoje, amanhã Depois… Quem sabe? Aguardas? Impaciente O mundo é pouco Para tanta falta de ousadia
Amor é pouco, fraco, insosso O que quero tem outros nomes Café, cafuné, carne, cerveja Risada, rede, brisa, maresia Amor? Só se vier por impulso Na intensidade da fome Que venha de graça, de bandeja Vivido na mesa, na sala, na poesia Que deixe nada mais, nem menos Que suor, Leia mais
Cansa O eterno instantâneo Que envelhece conosco Como uma teia Em nós, por nós A cada momento Cansa O eterno efêmero Fugaz, que esvai Voraz, que esgota Extenua, dissipa Cada acontecimento E ainda assim Cansa Mas ama E aguarda Que o instante Efêmero instante, seja eterno Colaboração de Phill-it (http://www.facebook.com/phill-it) Leia mais