Aleatoriedades V
eu me desconcentro com o olhar interessado de quem interessa que me olhe
eu me desconcentro com o olhar interessado de quem interessa que me olhe
Um feixe de luz invade o quarto Um trajeto simples, direto Escapa pela cortina, até colidir com a parede Acho que permaneci aqui Mirando, sem pensar Por um bom período de tempo Dormindo de olhos abertos Esperando uma suave brisa Fazer dançar a luz E movimentar o dia (Poesia de Leia mais
A menina escreve, escreve, escreve. Sente muito, sente mal Sente alívio, tristeza, leveza Sente tudo, sente e só O que pode fazer, senão fazer Aquilo que sabe, pensa, sente, rumina, transborda? O que pode senão exaurir a fala, até que a palavra se canse, ou o leitor a abandone? O Leia mais
Roda a saia, pequena E deixa, e sente, e sorri Aguarda a tormenta passar E virar brisa suave Roda a saia menina! E pula, e grita, e canta Canta desafinada Mas segura de si Do que ama, do que sabe Do que vive e vibra Segure-se, baixinha, na ventania E Leia mais
Vomita a indignação Das possibilidades de vida De uma política ensandecida Da falta de inspiração Pelo cansaço do discurso Fadado à constância Fardado para a luta Brado, grito, choro, pulo Mas não, não silencio! Meu mundo é do ruído Minha gana é por um mundo Que é de Anas, de Leia mais
Agora Não Anúncio Dizeres Encantados Modero meus Enunciados Depois de Exauridos os Insistentes Ruídos Ouvidos Sensivelmente Aninha, ainda Rondas por aí Notívaga e Tolamente? #acrósticos
Rasga a pele Dilacera a alma Interrompe a vida Destroça o corpo Diminui a culpa Minimiza o ato Autoriza o tapa O pau, a porra Deixa o menino seguir Legitima a vontade de gozar E segue, acusa a menina: De vestir, de andar, de beber, de existir Aponta na rua Leia mais