Abstrato

pedra na selvaurbano espaço[ocupado]aridez cotidianaassepsia com pó e ruídosolidez solitáriade ferro e concreto de que vale a urbanidade?lotação de gente em cada milímetro,já não há tempo, nem espaço,de que vale a multidão?Imensidão de olhos cansadossorrisos resguardadospassos apertadosem segundos atrasados isola o instante teu: o todofaz do acontecimento, turbilhãoirrompe a inércia Leia mais

Insana aventura

quero ser tua mais insana aventura.queres o mundo sem freios?desejo-te amor, sem receios: desamarra o(s) nós,te permitas inseguro torporrotinas desenfreadas e randômicas do gostarplaneja com acuidade teus passos, improvisadose te exponhas ao risco do sorrisoque, expontâneo, encantaradiante serotonina dos meus diascompulsiva ânsia de minhas poesias

Inércia impermanente

O surpreendente é o encontro com o silêncio, palavras intermitentes, ideias presentes no olhar que, perdido, esconde a si mesmo. Ou tenta. Um ranzinza trejeito de praguejar o que te encanta, como se o encantamento, em si, fosse pouco, fosse fraqueza, de um descaso com algo maior que sentes, queres Leia mais

Imprudências

Rara leveza imprudente de conversa sutil, sorriso inconsequente expele palavras constância do sentir confusões do amar demasiada, mente demasias: folia olhar insalubre fabrica fugas, ébria sombria entorpecida pelo desejo registra, inexistente desapego da vida, estanque momento Sua rara leveza: imprudência da menina pensando palavras ao vento

A casa é sua

Ele desponta na próxima esquina, sem rumo, nem destino encanta, sorri, abraça, morde, dorme, acorda, delicia o dia enquanto na vida, num repente, se aconchega no sorriso desmonta o coração, a calmaria, intranquila mania da menina que reluta, em sua armadura constante, estranha dureza cotidiana. Reluta, até o abrigo do Leia mais