para servir, culpar: morrer
sou, sim, culpada: de minha luta
de me assumir, como todas: puta
do orgulho que corre em meu corpo
do desejo, da vontade, do deleite
do trabalho, da competência, da liberdade
culpa de ser minha – de me negar a ser de outro
culpa, sim, por urrar por tudo isso e dizer: não.
nenhuma a menos, não aceitamos, não toleramos
teu ódio, teu medo, tua violência.
Putas ou santas, pudicas ou sacanas
todas nós, juntas: um coro
NENHUMA A MENOS!

FOTO DE:
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/18/internacional/1476805782_321966.html