Volatilidade
“Eu prefiro a volatilidade da vida”
Será mesmo volátil a vida, que nos escapa, por mais que tentemos encerrá-la em nossos planos e ânsias de controle de tudo?
Insana mania de idealizar a calmaria em algo que estaria sob a nossa tutela e, só por isso, a salvo das turbulências.
Esquecemos, paradoxalmente, que aquilo que nos escapa não é vida, ou as coisas e as pessoas, senão nós mesmos.
A única constância é a inconformidade, a descoberta, raro bem estar.
Alguém que hoje se faz amante, amanhã fugaz transeunte e, depois, voraz instante.
O caos, meu amigo, somos nós.
Intangíveis a nós mesmos, angustiamo-nos por sermos etéreos, disformes, não nos dando conta que é aí que reside nossa beleza