Notas sobre o cotidiano e a nossa humanidade

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Talvez o grande problema que enfrentaremos é depositar a salvação de nós mesmos em uma geração que fazemos viver como nós mesmos vivemos…

Talvez nossa desilusão com tudo o que já fizemos e destruímos seja menor do que o orgulho do que fizemos e construímos (e não nos damos conta que é parte da mesma produção).

Talvez não faça diferença escrever, escrever, escrever letras e mais letras, intelectualmente maravilhosas e estapafúrdias. Tampouco faça sentido produzir drops diários de auto-ajuda poética, em figurinhas compartilháveis e cotidianamente digeríveis.

Talvez, no auge de nossa soberba, o que nos salvará da arrogância da humanidade seja mesmo a catástrofe – criada por nós, óbvio… A ilusão do meteoro nunca passou de uma eficiente desculpa para termos esperança em um inimigo fora de nós mesmos.

Talvez… Só talvez (e um talvez bem pequenino), quem nos dê a esperança de uma nova consciência e juventude não esteja em casa, muito menos guardado por Deus… E se realmente for esperança, não estará contando vil metal.

Mas de fato, minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos…

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