notas sobre aquele que não é poeta

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apreensivo pelos prazos prorrogados, surpreende-se pelas perguntas óbvias
É Imaturo, como um garoto, com cotidianos partilhados
e quando receoso por reações adversas, silencia
confuso, doce menino… por vezes, provoca dor.
enrola, um segundo, depois outro, depois mais outro.

Suave, no entanto, é seu sorriso
em um carinho bem vindo
reconhece a pele, o tom, o caminho
desatina a resistência possível
se perde, se encontra, se entrega
finge pleno controle do momento
(delicia, em conjunto)

Em sua respiração, pesada, ressoa pela casa
uma vontade de o tempo pairar
o que seria a intimidade,
senão essa intensa clareza que felicidade
se esconde em minúcias bobas
entre vadiagem irrestrita e reconhecimento do detalhe
entre sapiências do teu jeito e esperas das condições da fala
entre confusões sobre liberdade e sinceridade, amizade e amor
entre habitar e pertencer nas existências de nossas vidas…

Em sua respiração, pesada, ressoa na pele
intenção de alívio no abraço descontraído
o que seria da intimidade, sem o olhar
marca de nossos silêncios que doem
ao despedir, deixamos sempre um pouco de nós
a leveza em sorrisos a toa, ao longo do dia
e o pesar de querer entender o recíproco

hoje, garoto, esqueceste em meu corpo
escondido na brevidade, a beleza do encontro
permeado no instante, a iminência da calmaria
Hoje, garoto, esqueceste na minha tarde, no meu corpo, no meu lar
o deleite de tua preguiça