Nossos monstros sentam à mesa
E para tua alegria aparente
Peso inconsequente
Me refaço, intensa, força e choro
desabo, em mim
desato, tudo em nós: teia desfeita
Tempo e silêncio, tormenta
(em quieta turbulência)
o falso e sarcástico sorriso
desprezo da ausência
Nossos monstros sentam à mesa,
em frios abraços descuidados
Observam sem curiosidade ou vontade os acasos
deleitam-se, em cada lágrima
alimentam-se da dor
Ópio voluptuoso
que faz da ideia
armadilha de si
circular e descabida
constante e impulsiva
descontrola e nutre
enquanto se esvai a vida
