Haverá um dia (sobre o fascismo de hoje)

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Haverá um dia que olharemos para trás e contaremos às crianças que elegemos um fascista.

Espero que seja uma lembrança triste em meio a uma imensidão de um devir de tempos felizes, posteriormente. Um tempo em que aprendamos o valor das pessoas, do trabalho, dos segundos, e mesmo em um sofrer rotineiro, consigamos seguir na luta. Luta pelo devir. E pelo narrar o passado onde ele pertence: lá atrás.

A tristeza é que muitos se despedirão e não terão o tempo de fala. Muitos não terão o futuro prometido. Muitos terão passos mais árduos que os nossos.

E é nosso dever atentar-se a isso, sem arrogância, nem apatia. É, sim, nosso dever ter no reduto do amor, espaço de luta.