Dentro do nosso mundo

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Enquanto meu corpo for teu parque

em ciclos por ti definidos

teu tempo, teu respiro, tua leveza,

meu lar, meu sabor e meu suor

em um gostar insano,

que deleita e escarra

Enquanto nosso instante for cerrado

intermitente, amor dolorido

que declara e rechaça,

isola e exalta,

silencia e enquadra,

agradece, baixinho

dentro de nosso mundo fechado: belo

tão intenso, quanto inexistente

tão bonito, quanto não aparente

tão extasiante, quanto paralelo

Vivamos de sentir, você diz…

deixe-me lembrar, digo eu…

pueril verborragia de ambos!

situa teu espaço delimitado

povoando minha lembrança

marcando minha pele.

pulveriza nosso corpo em acontecimento

a vontade e a leveza pedem passagem

tu se esvai, em instantaneidades

se o consenso se faz no beijo

no acolhimento dos nossos braços

é por sentir, mas também por lembrar

é por doer, partir e permanecer

(amante, amigo)