Sorte e revés
És Ora sorte Ora revés Jogar faz parte A regra é ter rotas de fuga Em instantes de permanência
És Ora sorte Ora revés Jogar faz parte A regra é ter rotas de fuga Em instantes de permanência
É que em todos os (dias) momentos em que o caderno ganha rabiscos (escritos?!?) é o meu rascunho que se instala. Eu: constante construção do ser. Aquilo que (mora) me habita, faz e refaz, urra (num suspiro inquieto) ou (desas)sossega, no ímpeto da palavra, a vontade de seguir A N Leia mais
Relógios… limitam momentos, determinam o instante demarcam a exatidão, controlam o prazer por ignorar a minúcia do gostar à toa… O voraz tempo da cidade é incapaz de romper a preguiça daqueles (como nós) contraventores do aprisionamento que a contagem dos segundos nos impõe A suavidade é plena quando compartilhada Leia mais
Minha confusão é profícuo labirinto: Calmarias intranquilas Trajetos inconstantes Encontros sem acaso Sorrisos sem compromisso. Insuportável ímpeto: A poesia habita em mim
É que a pele exige o que perto não está. As ideias voam longe e provocam vontade, num instante de lembrança fugaz, daquilo que minha pele exige: o que perto, não está.
Quem a vê sentada observando, o que pensa? Ela gosta de detalhes… Atenta-se a cada um deles Como quem devora um sorvete de baunilha delicioso (Mas ela não gosta de sorvete de baunilha…) Do que ela gosta? O que saboreia? E como? O que a satisfaz? Descrever os detalhes demoradamente, Leia mais
Descompassado Desalinho Desconfiado Desatino Descompensado Desabafo Que compensa E alinha, confiando No compasso afinado De uma menina Quase normal
Mas é na calmaria de um olhar Repousando em mim, silencioso Que me percebo sorrindo sem cautela É ao me acomodar por inteira No conforto de teu abraço que deixo a preguiça nos ocupar E no olhar, no abraço, na preguiça No som da voz, no sorriso… Ah, no sorriso… Leia mais
Boa é a tarde Que se demora Com sabor de cereja Cheiro de preguiça E cafuné de sobremesa Forte é a vontade Da pressão suave Da mão na pele em um passeio que não é à toa Raridade é degustar o saber (Sem espanto, nem modéstia) Que beleza se acha Leia mais