[auto-retrato]
voraz, tempera o tempocom inexistênciasdeglute, sem pesaresquecimentocom amargo sabordegusta, enquanto miraos segundos em silêncio
voraz, tempera o tempocom inexistênciasdeglute, sem pesaresquecimentocom amargo sabordegusta, enquanto miraos segundos em silêncio
vislumbro, tu,passeando pelo cômodo,vagarosamente, em passos preguiçososcomo se não soubesses que és vista,fingindo descaso,saboreada, pelo meu olhar vislumbro, tu,aproximar-se da janela,com este cigarro entre os dedos,pernas cruzadas,silhueta contra a luz da ruaregistro do meu momento vislumbro, tu,carne, corpo, suor.sorrir, sabendo provocar,deixando o tempo escorreros segundos, sedentos por mais,aproveitarem o desejo. Leia mais
“Eu prefiro a volatilidade da vida” Será mesmo volátil a vida, que nos escapa, por mais que tentemos encerrá-la em nossos planos e ânsias de controle de tudo?Insana mania de idealizar a calmaria em algo que estaria sob a nossa tutela e, só por isso, a salvo das turbulências.Esquecemos, paradoxalmente, Leia mais
congelainstantesavulsoseternizandofugazesacontecimentos sorrisoshistóricosregistradosperambulampresentesolhares luzinspiraumaformade amor
Corpo, Imagem e desejo de si Por si mesmo Destempero do suor Inquietação residente Sobressai Suave luxuria julgada Indecente recato Nego-me, insubmissa Corpo Deleite e sentido Hematomas impermanentes Desejo, dentes, pele Saliva, gana, força Meu Corpo, espaço de mim
ser parte da futilidade dos instantessuave tempo que se esvai em um sorrisoora distante, vago, burocráticoora certeiro, nervoso de sipor ser o que é, por se mostrar o que écomo se a breve fala fosse simples teu mundo em um tempo profundo,suave e sedenta confusãomeu mundo floreado de palavras,profícua profusãoque Leia mais
vive, na desordem da vida embutidasilêncio, sem paixãomentira, sem vazãoverdade, sem razãointensa, só:bagunça letradacolorida intencionaldopada habitualpoética, inconformada[pequena imensidão]
Compartilhava silênciosruidosamente dentro de si e sumia… [deixava rastros, aos mais avisadosmigalhinhas esparsamente espalhadas por aí]
Rara leveza imprudente de conversa sutil, sorriso inconsequente expele palavras constância do sentir confusões do amar demasiada, mente demasias: folia olhar insalubre fabrica fugas, ébria sombria entorpecida pelo desejo registra, inexistente desapego da vida, estanque momento Sua rara leveza: imprudência da menina pensando palavras ao vento
Não gosto de silêncio, de ruído, de paz ou de tormenta. Não gosto do conforme, sublime calmaria intranquila da submissão (pensada ou não). Daquilo que corrói por prender em aquietamentos, ideais de neutralidades, pífias vontades de tranquilidade, em um sofá de comodismos? Não gosto. Não gosto de sentir esse peso Leia mais