Chuva
Cheiro de terra molhada Som de água na calçada Brisa na janela Chá com preguiça Pipoca na panela Sábado de pijama Momentos de uma vida Vazia de ti, cheia de si
Cheiro de terra molhada Som de água na calçada Brisa na janela Chá com preguiça Pipoca na panela Sábado de pijama Momentos de uma vida Vazia de ti, cheia de si
“És tímida Mas fala tudo” De longe, escondida Será, assim, mais fácil? Mensagem remetida Palavras que não querem aguardar Mas é grande a curiosidade De ver e estar O que proporciona a leitura? Lágrimas, risadas, ternura? Distante, aquieto a saudade De viver teu sorriso De amar em liberdade E pode Leia mais
O motivo vai, esvai A inspiração? Ecoa, povoa… Palavras que invadem E permanecem Reticências Habitam o coração Marcam presença Perturbando o dia A brisa, quando passa, movimenta Suave (deliciosa) E traz a lembrança E leva embora novamente Deixa o sorriso nos lábios Um pulsar no corpo, na alma Na vida, Leia mais
No meio de todos, silencio Deixo de pronunciar o que, a mim, faz sentido Engolindo as palavras que descrevem trejeitos Que inspiram, respiram, transbordam versos Quando o impulso fala, é tarde, é longe, é tímido O inesperado da resposta Aquilo que, discretamente, nos faz encantar Frases soltas, perdidas, desconectadas Todas Leia mais
O que possibilita sentimento? O que determina o que sentimos? Estética? Vivência? Rotina? Tormenta? Calmaria? Tempo. Tempo? I-da-de Sinceridade Voracidade Intensidade Olhares e sorrisos encantam Palavras declaram, mas só o tempo Vivido em intensidade Sincera vontade Ávida liberdade Denuncia o amor que sentimos
O céu é o mesmo As estrelas brilham igual Porém, Quatorze passos te separam Quatorze horas te distanciam Linhas imaginárias Que se fazem presentes No instante em que o pensamento Cobra o aperto de ouvir a voz De lembrar do som da gargalhada De ver, a cada momento, Um sorriso Leia mais
Se me perco em um sorriso Em um olhar Em um abraço Me encontro no instante Da conversa sincera Da amizade nova que não é pouca De uma cumplicidade inusitada Uma parceria declarada Em um carinho Que se faz presente Que a distância pode afastar Do corpo, dos olhos, das Leia mais
Aquele som que ecoa, perturba, Sandice sem limite, sem tamanho… Só cura quando sai, no grito, na peleia, da alma… Se teu nome é poesia? Só quando se pronuncia e se faz saudades
Pois sinto uma faltaDe um sorrisoQue vivi poucoInconstante em minha vidaDistante dos meus olhosDesapareces sem maisDeixando em branco os espaçosVagas as possibilidades do gostar
Também é resposta Estúpida, sem graça Embora certeira, direta Clara e límpida. Interessa um pouco Desdenha outro tanto Quando a quietude se instala Chama, pergunta, implica Silencia novamente “Quer saber? Eu desisti de ti!” Ele sorri e a segurança da decisão Naquele breve instante Se esvai (em silêncio) Não lembro Leia mais