mover-se
Ocupa o teu lugar, que sempre permanente seja, enquanto fores feliz; que transitório permaneça, se o vento tornar a soprar Ocupa o teu lugar: em si. Desestab[idea]liza as situações e vai
Ocupa o teu lugar, que sempre permanente seja, enquanto fores feliz; que transitório permaneça, se o vento tornar a soprar Ocupa o teu lugar: em si. Desestab[idea]liza as situações e vai
Soturnamente vivia silêncios Com palavras regurgitadas na distância, Proferidas no espaço Repleto de sentido Em espasmos rompia a rotina De palavras e abraços No ímpeto de respirar E sentir o [teu] respirar Eufórico ecoa na sala Assusta a gata, estala no ar e se escuta: O grito! Anuncia o susto Leia mais
Eles querem é te incluir na roda fazer a ciranda girar e girar cantar enquanto te param na rua estancam tua vida por horas e horas param tudo o que faz a rotina rodar [parada] PARA TUDO e vai com eles rodar S E M P A R A R Leia mais
e cada vez que eu me encontrar assim de novo e de novo descreverei meu gostar com a entrega habitual sem silêncio sem moral nem bom costume Gosto e pronto Sempre tenha contigo que minha vontade de ti(go) é detalhe salivado em verso e palavra enquanto tu existires no [meu] Leia mais
Naturaliza o silêncio Os passos do rubor Da palavra mal dita Do suor sem vontade Do sim sem verdade Insosso cotidiano Costumeiro, acostumado Invade a vida, senta na cadeira E fica ali, acumulando: pó E quando sai, sacode Em cinco linhas, sem frases, sem fala, nem coragem Se espanta com o Leia mais
É que no fundo as tais palavras vêm e te invadem… C A T A R S E [concentra] respira respira respira liberta libertina escrita escarrada declarada: P O E S I A
– Quase relapso (escreve o garoto) Ela sorri, enquanto lê num sussurro. Segundos antes de responder, solta uma gargalhada alta, dessas que ecoam dentro de nós, antes de se libertarem aos brados [até que todos os vizinhos, mais uma vez, a tomem como maluca por rir sozinha assim]. E, finalmente, Leia mais
Eu me demoraria dias em ti com teu sabor desoriento o senso encontro fundamento perverto segundos degusto desrazão e quero (só) rir Eu me demoraria dias em ti com meu saber desatinos da vida anseio sem acaso insanidade e vontade privação de sentidos e querer (com) ti go Só.
O vazio vem e se instala Mas não traz consigo o silêncio… Calar Falar Escrever Escrever Escrever Remeter O que fazer? Os versos não me pertencem Só habitam E reverberam E. S. C. R. E. V. E.
Noite fria, mesa do bar, copos eventualmente cheios (ou não) quem viu aquele sorriso, com jeito de garoto, no grupo de amigos em meio a conversas descontraídas e gargalhadas sonoras, jamais imaginou que deixaria, nos quadris da menina lembranças para o tempo que passariam distante As saudades deixam cores que Leia mais