Proletariedades do existir

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Sentir saudades do impossível acontecimento

Vazio distante das comunicações, com tato, sabor, paladar. O tempo inexistente, corroi.

Atribulação proletária, nos leva. Um passo de cada vez, ao torpor diário.

Brechas de calendário, frases soltas inacabadas.

Dias sem palavras na imensidão das mensagens sem fim.

Contemporâneo momento que nos consome, desaparecendo os ânimos dos encontro plausível.

Rotina interminável entre o compromisso do horário, a fome do fugaz e o esmagamento das obrigações.

Tempo, que tudo devora e pouco nos dispõe, o respirar aliviado e rara condição das fissuras escorregadias da vida.

Corre, na memória, diálogos interrompidos, sabores inusitados, deleites inventados.

Habita, nas mais permanentes histórias, o desejo de estar no mundo das ideias, onde pele, sorriso e livre sentir, resistem.

Voraz pelo anseio da alegria leve e suavidade do olhar, que aconchega num abraço, buscando estancar o ritmo imposto cotidiano.

Reside, em mim, vontade de existência, hoje.

Categorias: Saudades

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