Olimpíadas, eugenia e isolamento
Em todas as olimpíadas vemos discursos eugenistas vindo a tona, definindo quem pode ou não concorrer, em que categorias, de que forma e pautado em métricas corporais impostas, primordialmente, por homens, brancos, cis, hetero.
O modelo de onde emergem os padrões aceitáveis vão sendo destrinchados pelas possibilidades do que é possível a partir destes corpos – os inalcançáveis patamares calcados em quantidades de testosterona permitidos para cada categoria, potencialidade e limite das deficiências.
Resgata-se toda a cadeia racista mais asquerosa que faria Galton, Lobato e Kehl orgulhosos de seu legado histórico e sua marca na sociedade.
Um asco.
Toda a olimpíada aplaudimos e pedimos bis pelo imaginário da união dos povos. Mas ele sempre é definido e permitido estar lá pelas mãos dos homens brancos. E, neste ano, independente do agravamento de uma doença que nos assola e mata.
E nós?
Aplaudindo. Pois estamos cansados.
Bueno… só cansa quem tá vivo – e isso, atualmente, também virou privilégio cedido por esta casta.