Equilíbrio ou desagrado?
A vida é um amontoado de acontecimentos parcamente adjetivados. Aquele tempo de sentir, retraído em pensamentos abstratos que se esvaem e nunca são ou serão expressos, pelo acúmulo da rotina, pelo passar dos minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, até que um dia: fim.
Do outro lado, parece que o sentir extravasa intensamente em palavras que se escapam, ansiosas por fazer sentido no mundo, enquanto são pronunciadas. A rotina se perpassa entre alinhavos de desejo, suor e declarações, entremeadas de prazos a serem cumpridos, até que um dia: fim.
Seria isso um instável equilíbrio ou a receita do desagrado?