IV

Pois não há nada feito com vontade quando as obviedades não nos obrigam a parar. Vaziedades de um tempo da urgência, que nos cega e não permite admirar o que só o acalmar da rotina nos concede. Produtividades inspiradas no tempo que nos passa, apercebidamente.

Luz e Sombra

Monotonias do dia-a-dia Que ocultam detalhes E deixam passar Cor, textura Luz e Sombra Encantamento do olhar cotidiano Olhar que percebe e recusa O estagnar da vida A passividade do visto Vazio da rotina Fotografia Imobilizar o fugaz Com intensidade De amar o que vê Na minúcia Costume de estancar Leia mais

À deriva

Pouco tempo se passou Entre sorrisos e o adeus Definições permaneceram De todas as formas… Menos definidas Detesto o fato De restar apenas as (in)definições Em um curto espaço de tempo O que terei eu Para me agarrar? O que terei eu Para ancorar esse coração de papel? Permaneço à Leia mais