Gato sendo gato
É desses que chegam de mansinho Fazem um charme Ronronam baixinho Roubam um carinho E quando menos esperamos Somem de repente Só mais do mesmo
É desses que chegam de mansinho Fazem um charme Ronronam baixinho Roubam um carinho E quando menos esperamos Somem de repente Só mais do mesmo
Que a poesia vire tua rotina Que as palavras não te habitem: con-ta-mi-nem! Que se tornem parte de ti e depois, só depois, Devagarinho, saiam por aí, infestando almas alheias
Que teu dia amanheça Pura poesia E a noite adormeça No verso que virá Se roubar essas palavras te agrada O que posso eu, se não dizer Habite também a fala, a prosa, o poema Pois em cada letra reside um tantinho de ti
E se, de fato, pudéssemos não mais amar? Não mais sofrer, nem sorrir por amor? Nem encantar, gargalhar, no suave sabor Que só quem ama conhece? E se, de fato, fosse opção Livrar nosso corpo, desse fardo De se livrar de imediato De se importar com alguém E se alegrar Leia mais
Somos murro e somos faca Somos indiferença Pelos corpos arrastados Achamos pouco, achamos justo Insulto com assalto em nossa casa Insulto, mas não com descaso Nem desleixo Do corpo maltratado Me insulto É de ver e sentir a vida Crueza cotidiana Com cor, pele e asfalto Sou berro sem voz Leia mais
A todos os amantes Do pranto exagerado Do riso escrachado Da leveza sem amor Da brisa suave De bolinho de Chuva Na casa da avó Do cafuné pretensioso No sábado preguiçoso A todos, que amam o intenso, desejo Das letras mais que um verso Das palavras mais que um poema Leia mais
Felicidade é conquista É o sorriso perfeito Que buscamos na vida Para mostrar ao mundo Esse sorriso teu Que encanta o meu
O turbilhão é interno A confusão, egoísta O gostar segue pleno E, como aliado, um tempo Um espaço, um amigo Com afeto, Sem afago