Amores e temores - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br Um site de fotos, poesias, memes, gatos e divulgação científica Tue, 06 Jan 2026 18:15:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://notasnaoaleatorias.com.br/wp-content/uploads/2024/01/cropped-cigarra-1-32x32.png Amores e temores - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br 32 32 Acontecimento não previsto https://notasnaoaleatorias.com.br/acontecimento-nao-previsto/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=acontecimento-nao-previsto Thu, 27 Nov 2025 18:12:18 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3363 O tempo passa incólumeOcorrência de alegrias intermitentesArrastando pesares e pensamentosIndecisão, incoerência, quereres Acontecimento não previsto no calendárioEm risadas, cafunés e garrafas de vinhoCarinho e tesão em amanheceres diversosReceios em intervalos entremeados Meses em dispersão das ideiasSem ideais de partida prementeNem planos de permanênciaAbraços e beijos, perenes desejos Em tempo do Leia mais

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O tempo passa incólume
Ocorrência de alegrias intermitentes
Arrastando pesares e pensamentos
Indecisão, incoerência, quereres

Acontecimento não previsto no calendário
Em risadas, cafunés e garrafas de vinho
Carinho e tesão em amanheceres diversos
Receios em intervalos entremeados

Meses em dispersão das ideias
Sem ideais de partida premente
Nem planos de permanência
Abraços e beijos, perenes desejos

Em tempo do inesperado
Paciência e escuta entre amor e dúvidas
Encantamento na admiração mútua
Assertividade obedecida, anseio.

Breve acontecimento, aguarda
Leve ensejo ao voraz
Com a solitude do tempo, ama
Em dias difíceis de compartilhar

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Parrésia https://notasnaoaleatorias.com.br/parresia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=parresia Wed, 29 Oct 2025 12:22:07 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3330 contradições cotidianas inaparentesentre ficar e partir, reside a esperasilêncio perene indecisoanestesia frente à parrésia Não estanca no insuportável instante presenteultrapassa a fronteira conformadaimpermanente homeostasia, segueperpassa, caminho constante, amor.

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contradições cotidianas inaparentes
entre ficar e partir, reside a espera
silêncio perene indeciso
anestesia frente à parrésia

Não estanca no insuportável instante presente
ultrapassa a fronteira conformada
impermanente homeostasia, segue
perpassa, caminho constante, amor.

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amores sem tempo https://notasnaoaleatorias.com.br/amores-sem-tempo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=amores-sem-tempo https://notasnaoaleatorias.com.br/amores-sem-tempo/#comments Sat, 27 Sep 2025 00:57:28 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2838 Escrevi este texto ouvindo Le café bleu, sugiro que tu faças o mesmo :-) Amar, como se tivéssemos tempo e disposição para outros habitarem nossa vida.Mirar a imensidão de tarefas e perder-se ensimesmados na poeira do sentir.Idealizações fugazes, que nos fazem sorrir e escapar das árduas e óbvias decisões do Leia mais

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Escrevi este texto ouvindo Le café bleu, sugiro que tu faças o mesmo :-)

Amar, como se tivéssemos tempo e disposição para outros habitarem nossa vida.
Mirar a imensidão de tarefas e perder-se ensimesmados na poeira do sentir.
Idealizações fugazes, que nos fazem sorrir e escapar das árduas e óbvias decisões do cotidiano.
Expectativa do inexistente, abrir a janela, ver longe no horizonte o sol, que se esvai, colorindo o céu.
Enquanto a vida passa, amar torna-se encontrar brechas em escolhas adultas demais para caber afeto.

No andar do adulto, um breu o acompanha a cada passada – intensificando o pesar
Para onde foram as expectativas?
Das doces promessas do amor para sempre, às dores fundas e inseguranças imprecisas de supostas falhas
O amor, virando um tabu temeroso de se reafirmar. Como se obrigatório fosse prometer o eterno.
O que se passa no cotidiano de risadas suaves e abraços que acalmam o barulho?

que seja nossa a vida de quem repele o eterno em nome do voraz desejo.
Enquanto a vida passa, amar torna-se encontrar brechas, e ali, naquele amor, residir o tempo possível.
Sem pressa para o inevitável rompimento que o futuro impõe, agora, sorri – e vive.
Refuta a urgência do que virá, olha a lua, aproveita a brisa do fim da tarde e o arrebol que surge ao fundo.
Firme na expectativa reiterada: só mais um dia, por hoje. Feliz do colo presente, invadida pelo deleite do corpo

Que sejam nossas as manhãs preguiçosas, em despertares lentos e silenciosos, entre um abraço e cafés
Entre o tempo guardado para notícias estranhas e calmos beijos, com gatos roubando a atenção
Nas fissuras de dias planejados e inexistentes, há possibilidades de sorrisos e reclamações com cafunés
Na preocupação com o amanhã, o hoje pode ser compartilhado em breves silêncios ofegantes
Enquanto a vida passa, adulto torna-se (e se esvai), em vidas de afeto que escolhem: amar.

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Sobre palavras e lágrimas https://notasnaoaleatorias.com.br/sobre-palavras-e-lagrimas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sobre-palavras-e-lagrimas Fri, 12 Sep 2025 20:36:28 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2830 Eu escrevi este texto escutando My name is Trouble, a música é mais animada que - porém tão brega quanto - o texto e talvez por isso eu recomende ler escutando... Dia desses eu comentei que falar de amor é mais tabu do que falar de sexo. [Eu falei “gostar Leia mais

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Eu escrevi este texto escutando My name is Trouble, a música é mais animada que - porém tão brega quanto - o texto e talvez por isso eu recomende ler escutando...

Dia desses eu comentei que falar de amor é mais tabu do que falar de sexo. [Eu falei “gostar de pessoas”, mas no fim foi só um jeito de impor um tabu ao próprio título e depois ter que lidar com isso…]

Acho interessante o quanto precisamos de rodeios às toneladas para conseguir proferir palavras que façam sentido, tenham linearidade e sejam justas com os sentimentos que brotam e se volatilizam pelos poros da pele. A mesma pele que conduz desejo, pode gerar fronteiras e repulsas estranhas, fria e distante forma de gerir diálogos importantes.

De qualquer forma, as palavras saem e vão encontrando seu rumo, alinhando-se nos cuidados necessários para proferir ideias abstratas de sentimentos que não são – e nunca serão – simultaneamente sentidos e compartilhados. Talvez a grande questão de falar do quanto sentimos, amamos, desejamos, é materializar uma abstração que reside em nosso corpo – em forma de desejo e idealizações.

Materializar é menos que assumir, porém é mais do que apenas sinapses que ocorrem e se vão, agitando o corpo, ansiando respostas. Toda dificuldade, me parece, é enfrentar o que é contraditório e contrassenso. É admitir que nossos sentimentos são nossos, mais sobre nós, do que sobre o outro ser. Difícil espelho, uma vez que o amar, ao fim do dia, é uma estranha construção que não é feita de materiais sólidos e robustos.

Pensando bem, construção é uma péssima metáfora. Emaranhados, com linhas e nós, formando redes e teias talvez seja mais apropriado. Gera tensão, tanto quanto espaço seguro. As vezes sufoca um pouco – as vezes aperta e enrola até sozinho – outras vezes nos mantém firmes em uma base móvel, ainda que em relativa estabilidade. Todavia, tem como desenrolar, formar novos nós, costurar com outras e novas linhas, com cores, formas e alinhavos.

Sei lá. Divagações de uma cabeça cansada – entre um choramingo e outro sobre palavras, linhas e amores – o que parece certo é que, à revelia dos tabus, sinceridade sem jogos ainda é um belo caminho sem volta. Não necessariamente seguro, claro. Contudo, mais tranquilo quanto às compreensões a partir da confusão das palavras. Já a estabilidade foi, é e será superestimada, uma dessas grandes mentiras que nos contaram em algum momento da vida, para acreditarmos que relações boas são perenes.

Não. Não são. Também não são fugazes, nem só tormenta. Relações são o que são: abstrações materializadas em desejos e palavras, pele e contato, gosto, gozo, carinho e confusão. E as vezes longas conversas com risadas e choramingos no meio.

No fim do dia, com sorte, tem um arrebol.

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Entra, vai ter caos https://notasnaoaleatorias.com.br/entra-vai-ter-caos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=entra-vai-ter-caos Mon, 25 Aug 2025 13:29:57 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2820 – Não quis te trazer confusão– tá tudo bem, entra, vai ter caos. Se não acreditamos na paz, não é um colo com cafuné que nos traria dias tranquilos.A confusão se instalou no ato de aconchego, no pensamento estático da amizadeum pouco de caos, um pouco de frio, um certo Leia mais

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Se não acreditamos na paz, não é um colo com cafuné que nos traria dias tranquilos.
A confusão se instalou no ato de aconchego, no pensamento estático da amizade
um pouco de caos, um pouco de frio, um certo silêncio que se faz presente

talvez o caos seja mais importante que a ordem e a pele o mais persistente dos desejos
desenrolar escutas tranquilas e resgatar carinhos e cuidados é caos, e é, também, deleite
os dias que passam necessitam de pequenas pausas introspectivas, olhar para si é cuidar do outro

e tudo isso não foge ao caos, inerente ao existir, que se escapa às palavras conhecidas
tanto quanto dos hábitos corriqueiros e familiares por tempos imemoriáveis
se o sentir é brega e banal, mirar a confusão e sorrir, não é

que todo o suor vire exaustão de corpos que se entendam enquanto o tesão residir
e respire (não é tão simples quanto parece, acredite…), mesmo que doa no fundo do pulmão
que o caos e a confusão não se chocam para se esvair, sem rastros de uma suavidade incomum.

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Confusão https://notasnaoaleatorias.com.br/confusao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=confusao Sun, 24 Aug 2025 15:22:00 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2813 Eu escrevi confusão ouvindo Não é ceu. Te convido a ler ouvindo também… Definição daquilo que não era previsto. Pode ser também o que nos atrapalha, tira do lugar, do rumo. Removendo, de onde o planejamento residia, o corpo. Previsão diária, hábito sem despertar. Imperativo cotidiano, monótono persistir. A ordem, Leia mais

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Eu escrevi confusão ouvindo Não é ceu. Te convido a ler ouvindo também…

Definição daquilo que não era previsto. Pode ser também o que nos atrapalha, tira do lugar, do rumo. Removendo, de onde o planejamento residia, o corpo.

Previsão diária, hábito sem despertar. Imperativo cotidiano, monótono persistir.

A ordem, como lógica moderna, nos previne de toda e qualquer confusão. Nos permite, pela razão, seguir na trilha das escolhas que fazem sentido a alguma linearidade traçada por rigores metafísicos e leis naturais teleológicas.

Enfadonha ordem, inventada para nos impor ritmos, costumes, hábitos que nosso corpo, constantemente, se quer escapar. Como um acontecimento, que se faz e refaz, o corpo se nega à forma da ordem. Se regozija na falta de estrutura que só a confusão nos proporciona.

Corpos existem para se perderem, se inconformam e deleitam no abalo de um colo com cafuné, permeados por vinhos, fofocas e amizades. Pura liberdade de existir e amar, enquanto tudo que nos rodeia submete-se a uma ordem que nos quer cinzas, à revelia de todas as cores que podemos visitar, residir, habitar, transitar: ser.

Fica. Vai ter colo e confusão. Acabei de passar um café para nós. Aqui nessa casa sabemos que não haverá paz, nem prometemos seguranças e simplicidades. Todavia, se a sinceridade te ressoar prazer, mesmo quando o mundo parece impreciso, entra, pega um café, acende teu cigarro, respira o ar do por do sol, afaga as gatas. Entra, pois a porta está aberta.

O corpo e o coração também.

Prato de cerâmica decorativo, pintado com os dizeres "fica, vai ter colo"

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Não há paz https://notasnaoaleatorias.com.br/nao-ha-paz/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nao-ha-paz Wed, 20 Aug 2025 03:19:39 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2808 Eu escrevi este texto escutando Tempo de Amor, do Baden Powell. Recomendo ler o texto escutando o som 🙂 “Estamos a zero dias sem paz aqui dentro de nossa cacholaNosso recorde é de zero dias sem paz dentro da cachola” Que o mundo não tem paz, de nada nos surpreende. Leia mais

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Eu escrevi este texto escutando Tempo de Amor, do Baden Powell. Recomendo ler o texto escutando o som 🙂

“Estamos a zero dias sem paz aqui dentro de nossa cachola
Nosso recorde é de zero dias sem paz dentro da cachola”

Que o mundo não tem paz, de nada nos surpreende. Enquanto seres humanos seguirem classificando uns e outros em caixinhas delimitadas, por critérios inventados e tomados como essências, haverá não apenas diferença, mas segmentação e construção de muros intransponíveis – que depois serão narrados como desigualdade inata de indivíduos (qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência e podem ser encontradas explicações em teorias econômicas, filosóficas e biológicas que se baseiam em supostas estruturas da natureza – risos, de nervoso e de raiva).

De qualquer modo, claro que minhas questões de hoje são sobre os dias de paz dentro do mundo das ideias – as minhas, no caso. As do mundo, infelizmente, não tenho condições de dar conta delas hoje (nem sozinha, mas vou falar disso também).

O mundo das ideias, que habitam a minha cachola, talvez fosse possível aquietá-las de algum modo. Mas sabemos bem como as turbulências ocorrem. Quando parece que estamos em uma temporada de calmaria, na verdade acho que é apenas anestesia. Como que se o corpo desse um tempo para descansarmos enquanto o caos vai crescendo pelas beiradas.

Sempre que se inicia um semestre, é no caminho da paz que eu busco meus planejamentos de trabalho, de rotina, prazeres e afazeres. Porém, é no aparente caos que encontro a proliferação do que me move no mundo… Já dizia Baden,

Não. A paz não é para nós, corpos inconformes. Quem tem ideias incessantes e insensatas, que se confrontam com os acontecimentos cotidianos que se escapam de nossas condições de resoluções. Quem mirabola vidas plenas, enquanto respira, não tem – nem terá – paz.

Semana passada, vi Bianca Santana falando que à revelia da opressão a vida acontece e segue acontecendo. E foi uma fala tão bonita, quanto potente e extremamente interessante. Pois é a partir de diálogos assim que vamos nos lembrando que não é exatamente o lugar da paz que deveríamos buscar. Mas o espaço da construção, das heterotopias que se constituem compartilhadas, materialmente e simbolicamente.

E isso está bem longe de uma idealização ingênua. Que não nos enganemos… Passa léguas e léguas de distância de discursividades meritocráticas cafonas e predatórias de nosso tempo e de nossa vida.

O mundo se faz do tempo vivido, do suor do prazer, da turbulência dos conhecimentos produzidos na inconformidade, do amor – que está longe de ser paz e mesmice.

A vida se faz e refaz, enquanto a truculência passa.

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Gostar de pessoas e tabus mundanos https://notasnaoaleatorias.com.br/gostar-de-pessoas-e-tabus-mundanos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=gostar-de-pessoas-e-tabus-mundanos Fri, 15 Aug 2025 20:36:04 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2805 Eu escrevi isso escutando Under Pressure. Sugiro que tu, prezade leitore, faça o mesmo. Às vezes eu acho que gostar de pessoas é um tabu maior que sexo, corpo e outros prazeres mundanos da vida. Como comportamentos aleatórios viram confusões e silêncios entalados? Ou seriam estes silêncios pensamentos que precisam Leia mais

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Eu escrevi isso escutando Under Pressure. Sugiro que tu, prezade leitore, faça o mesmo.

Às vezes eu acho que gostar de pessoas é um tabu maior que sexo, corpo e outros prazeres mundanos da vida.

Como comportamentos aleatórios viram confusões e silêncios entalados? Ou seriam estes silêncios pensamentos que precisam de tempo para ser compreendidos?

Liberar a verborragia desenfreada, em comunicadores instantâneos, ou aguardar presença para respostas compartilhadas, com tom, respiração, pausas?

Falta de ar, de toque, de calma. Velhos fantasmas, novas vivências. Imiscuir impossibilidades voláteis. Eu não gosto da palavra gatilho. Acho que prefiro disparate pensante. Como notas não aleatórias que se entrelaçam, se reconhecem, convidam para um chazinho e ficam ali de fofoquinha edificante – não do bom tipo de edificação – tudo isso, dentro da nossa cabeça, que fervilha.

Tudo por que há vários murinhos morais absolutamente burros em uma sociedade que, sinceramente, já deu.

Se por um lado estamos aqui pensando se sim, se não, se talvez, por outro lado definitivamente sabemos que não há categorias suficientes no mundo para estabelecer delimitações em relações com e sem fim. Ao menos sabemos isso de maneira racional, embora saibamos também que não é de racionalidade e frieza que se trata.

O mundo, enquanto gira, provoca o tempo tornando-se dias e noites – os físicos que me perdoem se a narrativa não se encaixar nos maltrapilhos escritos da minha cabeça – em mirabolantes ideias intermináveis. Ao menos ontem o sono venceu os giros. Ou fiquei tonta, não sei.

Às vezes o silêncio do lado de fora seja mais suave do que a turbulência do lado de dentro. E no fim, talvez seja só desencontro de tempos e espaços em diálogos mais sinceros e menos – bem menos – silenciosos e precipitados.

Bregas e banais, seguimos rodando, habitantes de um planeta que dá voltas em um astro incandescente como se os pensamentos, diálogos e comportamentos, voláteis que são, estivessem sob controle em pura consonância com a coerência da vida dispersa. Gostar, amar, adorar é um tabu maior que o corpo que gosta, ama, adora.

Mas eu ouso discordar de Bowie (talvez um erro?). Essa não é nossa última dança, embora sejamos nós, sob pressão. Bregas e banais, como seres que habitam um planeta com problemas maiores que nossa vida mundana.

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Do nada https://notasnaoaleatorias.com.br/do-nada/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=do-nada Tue, 12 Aug 2025 13:27:10 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2718 Chegou de mansinho, em um silêncio peculiarse instalando entre dias que se passavamà toa, risada farta, afago fácil, sorriso simples Um dia veio, como que sem anúncio,tampouco havia qualquer pretensãoEntrou, ocupou o lugar mais macio da casa Parecia confortável, falas dispersasconfissões banais de quem se sabe vadiocomo se fosse lugar Leia mais

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Chegou de mansinho, em um silêncio peculiar
se instalando entre dias que se passavam
à toa, risada farta, afago fácil, sorriso simples

Um dia veio, como que sem anúncio,
tampouco havia qualquer pretensão
Entrou, ocupou o lugar mais macio da casa

Parecia confortável, falas dispersas
confissões banais de quem se sabe vadio
como se fosse lugar comum da vida leve

Entre o riso, o sono e alguns cafunés
uma taça de vinho e um bocado de fofocas
a pele, do nada, habitat de encontro

Com tato, silêncio, olhar
respira, observa, duvida. Duvida?
pele, remexe, saliva. Certeza

Parecia confortável, com pouco anúncio
em trôpegos sussurros, murmúrio
longas noites, preguiçosas manhãs

Veio. Entrou. Sorriu. Ficou.
Ocupou o lugar mais quente da sala
Como se a pele fosse sua.

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o conforto do tato https://notasnaoaleatorias.com.br/o-conforto-do-tato/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-conforto-do-tato Tue, 19 Nov 2024 22:12:28 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=2711 o conforto do tatodeslizaentre palavras dispersaso tranquilo sentiraguardadotoqueretoqueda pelee saliva…[que se esvai]enquanto esperade novo, o confrontocontato o conforto do tatose esvaiembaralha entranhasem palavras dispersasentre saliva na peleconversas fiadassede e vontadeda calmariaao tempo da ansiedadevem e se esvaicomo foco e vontadede sede e de peleque embaralha ideiasentre tantos, tatos ideais o Leia mais

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o conforto do tato
desliza
entre palavras dispersas
o tranquilo sentir
aguardado
toque
retoque
da pele
e saliva…
[que se esvai]
enquanto espera
de novo, o confronto
contato

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