Pensando palavras ao vento - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br Um site de fotos, poesias, memes, gatos e divulgação científica Wed, 19 Oct 2016 20:13:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://notasnaoaleatorias.com.br/wp-content/uploads/2024/01/cropped-cigarra-1-32x32.png Pensando palavras ao vento - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br 32 32 #niunamenos https://notasnaoaleatorias.com.br/niunamenos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=niunamenos Wed, 19 Oct 2016 20:13:11 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2511 não desce a dor, torpe sentir de ser, só, mulher e por ser, só: mulher a que nasce e vive para servir, culpar: morrer   sou, sim, culpada: de minha luta de me assumir, como todas: puta do orgulho que corre em meu corpo do desejo, da vontade, do deleite Leia mais

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não desce
a dor, torpe sentir
de ser, só, mulher
e por ser, só: mulher
a que nasce e vive
para servir, culpar: morrer
 
sou, sim, culpada: de minha luta
de me assumir, como todas: puta
do orgulho que corre em meu corpo
do desejo, da vontade, do deleite
do trabalho, da competência, da liberdade
culpa de ser minha – de me negar a ser de outro
culpa, sim, por urrar por tudo isso e dizer: não.
 
nenhuma a menos, não aceitamos, não toleramos
teu ódio, teu medo, tua violência.
Nenhuma de nós.
Putas ou santas, pudicas ou sacanas
todas nós, juntas: um coro
nosso corpo, nossa vida
NENHUMA A MENOS!

niunamenos

FOTO DE:
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/18/internacional/1476805782_321966.html

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Não sou fome https://notasnaoaleatorias.com.br/nao-sou-fome/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nao-sou-fome Thu, 22 Sep 2016 15:00:22 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2505 Não sou fome que, fugaz, se nutre e satisfaz finaliza ímpetos sou mais, voraz, salivo no menor sinal de tua pele, teu cheiro, teu gosto insacio-me com deleite habito teu suave descanso enquanto teu sorridente silêncio se apresenta, extasiado respira, desaba, abraça entrelaça: nós em si pele que se confunde Leia mais

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Não sou fome
que, fugaz,
se nutre e satisfaz
finaliza ímpetos

sou mais, voraz,
salivo no menor sinal
de tua pele, teu cheiro, teu gosto
insacio-me com deleite

habito teu suave descanso
enquanto teu sorridente silêncio
se apresenta, extasiado
respira, desaba, abraça

entrelaça: nós em si
pele que se confunde em suor
de novo, mais uma vez,
ávido torpor

não sou fome
sou vontade de comer

8-copy

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Poesia de dicionário https://notasnaoaleatorias.com.br/poesia-de-dicionario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=poesia-de-dicionario Mon, 05 Sep 2016 15:00:05 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2488 As rosas são vermelhas As violetas são azuis essa poesia clichê sem rima, se assemelha Je ne sais pas qui je suis (uma constância sem você) Rosas são libertas violetas irrompem em cor catártico é o escrito que com rima, flerta na busca de tom, com sabor para o afago Leia mais

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As rosas são vermelhas
As violetas são azuis
essa poesia clichê
sem rima, se assemelha
Je ne sais pas qui je suis
(uma constância sem você)

Rosas são libertas
violetas irrompem em cor
catártico é o escrito
que com rima, flerta
na busca de tom, com sabor
para o afago fortuito

2014-09-08 00.07.12

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Inércia impermanente https://notasnaoaleatorias.com.br/inercia-impermanente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inercia-impermanente Wed, 27 Jul 2016 21:33:25 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2429 O surpreendente é o encontro com o silêncio, palavras intermitentes, ideias presentes no olhar que, perdido, esconde a si mesmo. Ou tenta. Um ranzinza trejeito de praguejar o que te encanta, como se o encantamento, em si, fosse pouco, fosse fraqueza, de um descaso com algo maior que sentes, queres Leia mais

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O surpreendente é o encontro com o silêncio, palavras intermitentes, ideias presentes no olhar que, perdido, esconde a si mesmo. Ou tenta.
Um ranzinza trejeito de praguejar o que te encanta, como se o encantamento, em si, fosse pouco, fosse fraqueza, de um descaso com algo maior que sentes, queres ou procuras significar. Ranzinza rabugice que esmiúça e demonstra o encantar recíproco.
Ruptura apegada à manutenção de um porte de face sisuda, ideia compenetrada, análise constante. O que tua voz anula em falas entrecortadas, teu olhar e sorriso denunciam. A suavidade é ser sério pensamento, implicante vontade, timidez volátil, silêncio presente, ânsia (permanente).
Tu, o tempo todo, inércia de mudar, estável ponto de ancoragem, irreverente bagunça exterior, num calmo frenesi que encara o mundo em tempo dedicado, atenta escuta do arredor.
Aquilo que te escapa: tu. Impermanência de ser, um espaço de habitar.
por do sol

[impermanência]

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Imprudências https://notasnaoaleatorias.com.br/imprudencias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=imprudencias Mon, 04 Jul 2016 17:37:56 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2421 Rara leveza imprudente de conversa sutil, sorriso inconsequente expele palavras constância do sentir confusões do amar demasiada, mente demasias: folia olhar insalubre fabrica fugas, ébria sombria entorpecida pelo desejo registra, inexistente desapego da vida, estanque momento Sua rara leveza: imprudência da menina pensando palavras ao vento

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Rara leveza imprudente
de conversa sutil,
sorriso inconsequente

expele palavras
constância do sentir
confusões do amar

demasiada,
mente
demasias: folia

olhar insalubre
fabrica fugas,
ébria sombria

entorpecida pelo desejo
registra, inexistente desapego
da vida, estanque momento

Sua rara leveza:
imprudência da menina
pensando palavras ao vento

cafe-8

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A casa é sua https://notasnaoaleatorias.com.br/a-casa-e-sua/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-casa-e-sua Wed, 29 Jun 2016 16:40:34 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2401 Ele desponta na próxima esquina, sem rumo, nem destino encanta, sorri, abraça, morde, dorme, acorda, delicia o dia enquanto na vida, num repente, se aconchega no sorriso desmonta o coração, a calmaria, intranquila mania da menina que reluta, em sua armadura constante, estranha dureza cotidiana. Reluta, até o abrigo do Leia mais

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Ele desponta na próxima esquina, sem rumo, nem destino
encanta, sorri, abraça, morde, dorme, acorda, delicia o dia
enquanto na vida, num repente, se aconchega no sorriso
desmonta o coração, a calmaria, intranquila mania da menina
que reluta, em sua armadura constante, estranha dureza cotidiana.
Reluta, até o abrigo do cafuné na barba, do ímpeto da poesia,
do suspiro prolongado e diz:
Se achegue…
A casa é sua, seu moço, pode entrar.
Faz da vontade, morada,
não repara na poeira, minha esdrúxula bagunça,
o último morador não soube cuidar.

(poesia em Parceria com Simone Bispo, do blog Dona Bispa)

poesia

Foto retirada de:http://data.whicdn.com/images/7514103/tumblr_lha5u6MBLA1qbujfgo1_500_large.jpg?1298833476

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Tempo https://notasnaoaleatorias.com.br/tempo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tempo Mon, 20 Jun 2016 21:35:05 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2379 Tempo1

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Desacostumar-se [com palavras] https://notasnaoaleatorias.com.br/desacostumar-se-com-palavras/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=desacostumar-se-com-palavras Wed, 15 Jun 2016 20:44:22 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2376 Não gosto de silêncio, de ruído, de paz ou de tormenta. Não gosto do conforme, sublime calmaria intranquila da submissão (pensada ou não). Daquilo que corrói por prender em aquietamentos, ideais de neutralidades, pífias vontades de tranquilidade, em um sofá de comodismos? Não gosto. Não gosto de sentir esse peso Leia mais

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Não gosto de silêncio, de ruído, de paz ou de tormenta.
Não gosto do conforme, sublime calmaria intranquila da submissão (pensada ou não).
Daquilo que corrói por prender em aquietamentos, ideais de neutralidades, pífias vontades de tranquilidade, em um sofá de comodismos? Não gosto.
Não gosto de sentir esse peso da rotina, aprisionamentos costumeiros de horários, vestimentas, cortesias e desmandos à toa.
Não gosto do olhar fugidio e julgador, que silencia vozes, a minha voz, reafirmando o que está posto sem deixar o pensamento emergir.

Eu gosto do teu sabor, contraditório, teimoso, voraz.
Tenso, me desafia, transforma, disforme inconstância.
Gosto do sorriso incrédulo frente a miudezas cotidianas.
O que movimenta, ou faz parar (retomar o fôlego em suave descansar), e movimenta novamente.
Gosto do som baixinho e inconstante de tua respiração, quando se aproxima de minha pele.
Gosto do silêncio que fazes ao mirar, mimar, cuidar, tocar.
E da risada de quem desacredita na inocência alheia, pasmo diante de cegueiras crédulas.
Eu gosto. Da calmaria do sono, da turbulência da vida.
Gosto, salivo, d.e.s.e.j.o.

Gosto. Mas não te conheço.

protagonista

Persigo o mundo! #protaagonizo

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tempos vazios https://notasnaoaleatorias.com.br/tempos-vazios/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tempos-vazios Mon, 13 Jun 2016 04:06:57 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2368 tempos de poesias fugazes sobre amores vorazes e sentimentos vazios tempos de amores vazios sobre poesias vorazes e sentimentos fugazes tempos de sentimentos vorazes sobre amores fugazes e poesias vazias tempos vazios (sem ti)  

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tempos de poesias fugazes
sobre amores vorazes
e sentimentos vazios

tempos de amores vazios
sobre poesias vorazes
e sentimentos fugazes

tempos de sentimentos vorazes
sobre amores fugazes
e poesias vazias

tempos vazios
(sem ti)

#SobreExistir

 

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Ao som de uma Rabeca: memórias https://notasnaoaleatorias.com.br/ao-som-de-uma-rabeca-memorias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ao-som-de-uma-rabeca-memorias Thu, 02 Jun 2016 14:55:12 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2336 ressoando na sala, riso e deleite, alegria e harmonia, dor e pezar leveza de um narrar memórias de uma Rabeca

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ressoando na sala,
riso e deleite,
alegria e harmonia,
dor e pezar
leveza de um narrar
memórias de uma Rabeca

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Poesia feita a partir do espetáculo: Memórias de uma Rabeca, da Cia. Mundu Roda

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