Devaneios - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br Um site de fotos, poesias, memes, gatos e divulgação científica Sun, 20 Nov 2022 01:39:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://notasnaoaleatorias.com.br/wp-content/uploads/2024/01/cropped-cigarra-1-32x32.png Devaneios - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br 32 32 A vida? Não estamos preparadas… https://notasnaoaleatorias.com.br/a_vida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a_vida Sat, 09 Sep 2017 22:25:16 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2593 Em um dado momento da vida, com um amigo tomando café nessas cafeterias charmosas e pequenas em ruas silenciosas, escutei: – eu me casei cedo, eu tenho inveja de tua vida as vezes, sempre só com uma escova de dentes no banheiro… Essa liberdade e libertinagem parecem tão boas! Ao Leia mais

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Em um dado momento da vida, com um amigo tomando café nessas cafeterias charmosas e pequenas em ruas silenciosas, escutei:
– eu me casei cedo, eu tenho inveja de tua vida as vezes, sempre só com uma escova de dentes no banheiro… Essa liberdade e libertinagem parecem tão boas!
Ao que respondi:
– minha vida não é simples, e várias vezes invejo quem tem duas escovas de dentes no banheiro… Sábados à tarde… São momentos ruins de sermos solteiras.
Isso faz, mais ou menos, dois anos. A minha teoria dos sábados à tarde segue valendo… 
Hoje, este tema veio à tona de outra forma, sobre ter aquela vida perfeita de “propaganda de margarina”, saca? Eu sei que sacas, sim. Crianças felizes, casal sorrindo, vida cheia de amor, contas pagas… Como não olhar isso e não acreditar na felicidade?
Bom… A questão é que “objetivos de vida” são insaciáveis! Se movem constantemente, trocam de lugar no menor sinal de calmaria. Isso, de forma alguma, é ruim! Só mostra que estamos vivos, que gostamos de novos olhares e perspectivas (e isso não é largar o que temos, mas alargar horizontes, experiências, cotidiano…).
Ao chegarmos em uma certa idade (sim, este é um daqueles textos que pensa sobre as crises de 40 anos…), temos diferentes momentos, quando solteiras, pensamos na vida idealizada e feliz de casal; quando casal, pensamos na libertinagem da solteirice.
Sinceramente, eu (39 anos, solteira, vadia assumida e feliz) fico pensando na história da escova de dentes no banheiro, da cueca no armário… Admito que mesmo quando estou apaixonada e envolvida com alguém, tenho resistências incríveis ao compartilhamento de espaço da minha casa e/ou armário (admito que entrei em pânico há um tempo atrás ao me deparar com objetos assim na minha casa). A incoerência destes sentimentos (estar apaixonada, querer conviver e compartilhar a vida, mas não querer escova de dentes no mesmo armário, da mesma casa – para ilustrar: a cueca deve sair da tua mochila e ir para nossa gaveta? Será que falar disso é necessário? Em que momento? É possível estar apaixonada, querer compartilhar e não querer cueca na gaveta da nossa casa?), a convivência com pessoas que têm outros estilos de vida (como casais, com relacionamentos abertos ou não, com filhos, sem filhos…), sempre me faz pensar que toda idealização é tola e perigosa, diminui o que temos e conquistamos em nossa vida. 
De qualquer forma, como alguém que já teve relacionamentos longos, também me pego pensando se (hoje) me serve o modelo que nos faz sentir aprisionados. Eu gosto da minha liberdade. Gosto de fazer planos e não comunicar muito as pessoas. Paradoxalmente, em relações felizes, nunca me senti sem liberdade, e comunicar o parceiro de planos era mais vinculado à ideia de incluir (não necessariamente com a participação do cara nos planos, mas incluir na vida mesmo, saca?) do que de dar satisfação. 
Sei lá… Centralidades e neura de rótulos, gente que precisa apontar e dizer: que és desse ou daquele sujeito, que as relações devem ser deste ou daquele jeito, que amor mesmo é comportar-se assim ou assado… Essas  assertivas, penso eu, vem com toda sorte de culpas que sentimos dentro dessas relações – sejam elas quais forem! 
Rótulos, definições, objetivos fixos (e alcançados) de vida… Como não nos sentirmos cerceados por nós mesmos assim? Mobilidade, inconformidade (no sentido de não se permitir acomodar), sagacidade e disponibilidade para o novo (sem abandono do que temos, necessariamente) parece ser um jeitinho interessante de viver… O desapego – tão ovacionado e julgado na vida contemporânea – deve ser daquilo que nos atrasa e prende na vida!
Ah! A vida… recheada de deliciosas crises que bagunçam cada segundo de certezas estapafúrdias! Eu, por mim, venho tentando aceitar a inexatidão e o acaso, o sorriso e o amor, a liberdade e sua bagunça, o companheirismo e suas declarações sinceras!
*[E peço a ti, que chegou até este ponto do texto, que aceite a inabilidade desta moça em finalizar o texto, pois as palavras me fogem pelo excesso de zelo com a construção exata das frases e incoerência exacerbada na vontade de viver… Demasiadas: minhas crises, essas lindas! Que venha os 40…]
As crises

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Desacostumar-se [com palavras] https://notasnaoaleatorias.com.br/desacostumar-se-com-palavras/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=desacostumar-se-com-palavras Wed, 15 Jun 2016 20:44:22 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2376 Não gosto de silêncio, de ruído, de paz ou de tormenta. Não gosto do conforme, sublime calmaria intranquila da submissão (pensada ou não). Daquilo que corrói por prender em aquietamentos, ideais de neutralidades, pífias vontades de tranquilidade, em um sofá de comodismos? Não gosto. Não gosto de sentir esse peso Leia mais

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Não gosto de silêncio, de ruído, de paz ou de tormenta.
Não gosto do conforme, sublime calmaria intranquila da submissão (pensada ou não).
Daquilo que corrói por prender em aquietamentos, ideais de neutralidades, pífias vontades de tranquilidade, em um sofá de comodismos? Não gosto.
Não gosto de sentir esse peso da rotina, aprisionamentos costumeiros de horários, vestimentas, cortesias e desmandos à toa.
Não gosto do olhar fugidio e julgador, que silencia vozes, a minha voz, reafirmando o que está posto sem deixar o pensamento emergir.

Eu gosto do teu sabor, contraditório, teimoso, voraz.
Tenso, me desafia, transforma, disforme inconstância.
Gosto do sorriso incrédulo frente a miudezas cotidianas.
O que movimenta, ou faz parar (retomar o fôlego em suave descansar), e movimenta novamente.
Gosto do som baixinho e inconstante de tua respiração, quando se aproxima de minha pele.
Gosto do silêncio que fazes ao mirar, mimar, cuidar, tocar.
E da risada de quem desacredita na inocência alheia, pasmo diante de cegueiras crédulas.
Eu gosto. Da calmaria do sono, da turbulência da vida.
Gosto, salivo, d.e.s.e.j.o.

Gosto. Mas não te conheço.

protagonista

Persigo o mundo! #protaagonizo

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Em verso https://notasnaoaleatorias.com.br/em-verso/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=em-verso Wed, 11 May 2016 12:12:05 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2176 Em qualquer caderno meu encontro: saliva, pele, vontade. Pedaços de falta ou constância abocanhadas com dentes e garras Palavras e rascunhos, desejo e silêncio barba, cafuné e saudade. Tu em verso [e só]

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Em qualquer caderno meu encontro:
saliva, pele, vontade.
Pedaços de falta ou constância
abocanhadas com dentes e garras
Palavras e rascunhos, desejo e silêncio
barba, cafuné e saudade.
Tu em verso
[e só]

2014-12-31 12.14.30

#SóParaOsRaros #Poesia

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Desdém https://notasnaoaleatorias.com.br/desdem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=desdem Wed, 04 May 2016 14:19:24 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2130 não é que é pouco, só parece nunca não é descaso, nem acaso a distância é opção de uma prioridade inexistente e a fronteira, meu caro, sempre foi só uma linha inventada e o tempo, modo de contar acontecimentos não lineares

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não é que é pouco, só parece nunca
não é descaso, nem acaso
a distância é opção de uma prioridade inexistente
e a fronteira, meu caro, sempre foi só uma linha inventada
e o tempo, modo de contar acontecimentos não lineares

extrapolou

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A simplicidade da menina https://notasnaoaleatorias.com.br/a-simplicidade-da-menina/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-simplicidade-da-menina Mon, 18 Apr 2016 20:41:18 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=2041 A simplicidade, meu caro, nunca foi o que a regeu. Ela sempre buscou aquilo que a encanta, o que arranca a risada mais espontânea e inesperada. Risada esta que reaparece, dias depois, suavemente (naqueles momentos despretensiosos, em que estás caminhando na rua? Sabe como é?). Só que os encantamentos – Leia mais

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A simplicidade, meu caro, nunca foi o que a regeu. Ela sempre buscou aquilo que a encanta, o que arranca a risada mais espontânea e inesperada. Risada esta que reaparece, dias depois, suavemente (naqueles momentos despretensiosos, em que estás caminhando na rua? Sabe como é?).
Só que os encantamentos – dizia ela – são múltiplos e estão espalhados por aí no mundo. Sorriso? Era seu primeiro olhar, o que a fazia parar tudo e prestar atenção com um foco raro (quando a chamam de distraída é por nunca terem visto essa menina observando um sorriso).

Um jeito vadio (ela adora o som dessa palavra: v.a.d.i.o. dita pausadamente, com um sorriso estampado nos lábios), uma conversa boba (mas sincera), elogios estranhos e inesperados
– Nada de chamar de linda!!! Isso é fácil – dizia ela…
Mas: narrar a curva que a costela faz quando ela se deita?
Encantar-se com a implicância de seus pensamentos e devaneios?
Aguardar as palavras narradas à exaustão?
Falar da elegância do vestido e coturnos ao ir na padaria?
Ou, ainda, ressaltar o quanto decotes são comuns: “mas essa tua panturrilha, com esse coturno? Foi a primeira coisa que vi…”?
Um jeito que faz a menina se perder: no sorriso, na pele, na vontade, no diálogo, na mordida, na saliva, no silêncio, no olhar, no cafuné, na barba, no sorriso de novo: prazer, suor, câimbra, gargalhadas, suspiro.
Se encanta por vários, ama-os muito, quer um pouco de cada um
Como se fosse possível misturar cada pedacinho dos amores e prazeres num potinho
(e ela sempre acrescentava pedidos por peles mais rabiscadas – um deleite à parte)
Ela se perde: toda vez.

O problema?
Essa difícil mania da menina…
Ela amava demais, e não tinha medo de declarar o amor. Mas apaixonar?
Só por aquele que ela não compreende, aquela ânsia pelo desafio
E ela seguia sem compreender [portanto]
A simplicidade, meu caro, nunca foi o que a regeu…

eu-12

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A tempestade https://notasnaoaleatorias.com.br/a-tempestade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-tempestade Mon, 04 Apr 2016 15:07:54 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=1968 tem dias que ela sai por aí feito menininha, põe sapato e vestidinho cor-pastel caminha na via, na rua, na vida tem dias que ela sai por aí, toda colorida pé no chão, descabelada, descontraída curte o vento, suspira, espera a chuva tem dias que ela sai por aí… e Leia mais

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tem dias que ela sai por aí feito menininha,
põe sapato e vestidinho cor-pastel
caminha na via, na rua, na vida
tem dias que ela sai por aí, toda colorida
pé no chão, descabelada, descontraída
curte o vento, suspira, espera a chuva
tem dias que ela sai por aí…
e roda saia, passeia na grama e sabe
é (d)ela a tempestade

Bella-31

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Sobre posses e vontades https://notasnaoaleatorias.com.br/sobre-posses-e-vontades/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sobre-posses-e-vontades Mon, 07 Mar 2016 18:06:21 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=1829 Não te quero Não te desejo Minha vontade não é posse é só distraída dedicação

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Não te quero
Não te desejo
Minha vontade não é posse
é só distraída dedicação
ana-22

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Insana mania https://notasnaoaleatorias.com.br/insana-mania/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=insana-mania Mon, 22 Feb 2016 20:36:05 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=1695 Ela gosta é de saborear o que observa, perceber no trivial do instante aqueles segundos antes do sorriso se expressar quando emerge no rapaz a vontade de provocar Dos embates políticos e sociais, inomeáveis personagens inúteis Preferiram as gargalhadas pela bobagem e delicioso confronto de ideais Enquanto ela admira a qualidade do tempo sendo usado a toa, Leia mais

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Ela gosta é de saborear o que observa, perceber no trivial do instante
aqueles segundos antes do sorriso se expressar
quando emerge no rapaz a vontade de provocar
Dos embates políticos e sociais, inomeáveis personagens inúteis
Preferiram as gargalhadas pela bobagem e delicioso confronto de ideais
Enquanto ela admira a qualidade do tempo sendo usado a toa,
Mira (de novo) o sorriso da vadiagem sincera
Para, depois, descrever o detalhe
sutil minúcia do rapaz
que lhe furta o ar por um ou dois momentos…
e a faz sorrir, sozinha, no meio da rua

[Insana mania]

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o tempo da vadiagem sincera…

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Não entre, Perigo… https://notasnaoaleatorias.com.br/nao-entre-perigo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nao-entre-perigo Sun, 14 Feb 2016 23:50:32 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=1657 As tais opções diárias entre o mundo e a vida o silêncio e a fala a vontade e o nada o perigo espreita respira (inspira, pira) sem expectativa participa sendo expectador não arrisca em uma via silencia Não entre, Perigo deixe quieto o menino que vive no mundo tem receio de Leia mais

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As tais opções diárias
entre o mundo e a vida
o silêncio e a fala
a vontade e o nada
o perigo espreita

respira
(inspira, pira)
sem expectativa
participa
sendo expectador
não arrisca em uma via
silencia

Não entre, Perigo
deixe quieto o menino
que vive no mundo
tem receio de amarras
e foge do sentir
deixe seguro e intocado
bloqueia a vida, Perigo
o riso, o gozo, a vontade
vontade de anseio – sim
vontade também do livre estar
deixe descobrir que amar não é prender
nem solidão, libertar

Sampajan-7

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Cada pedaço meu https://notasnaoaleatorias.com.br/cada-pedaco-meu/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cada-pedaco-meu Fri, 12 Feb 2016 14:19:25 +0000 http://pensandopalavrasaovento.com/?p=1646 Teu silêncio cativante que entorpece os sentidos e me faz sumir em mim a descoberta do que sou no teu olhar, que declara a voracidade do desejo simples e honesto despido de moral sou tua, por hoje inteira, contumaz entregue aos caprichos de um tempo dedicado ócio, suor, prazer cada Leia mais

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Teu silêncio cativante
que entorpece os sentidos
e me faz sumir em mim

a descoberta do que sou
no teu olhar, que declara
a voracidade do desejo
simples e honesto
despido de moral

sou tua, por hoje
inteira, contumaz
entregue aos caprichos
de um tempo dedicado
ócio, suor, prazer

cada pedaço meu
até o despertar

teste2

a descoberta do que sou

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