Notas Não Aleatórias - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br Um site de fotos, poesias, memes, gatos e divulgação científica Sun, 14 Jun 2026 20:21:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://notasnaoaleatorias.com.br/wp-content/uploads/2024/01/cropped-cigarra-1-32x32.png Notas Não Aleatórias - Notas Não Aleatórias https://notasnaoaleatorias.com.br 32 32 Concreto armado https://notasnaoaleatorias.com.br/concreto-armado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=concreto-armado https://notasnaoaleatorias.com.br/concreto-armado/#respond Sun, 14 Jun 2026 20:16:20 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3391 Nada floresce no cinza concreto,dureza perene construída na alma.Aprisiona o corpo na solidez cotidiana,ainda que o vento abale, permanece incólume,destacado sozinho no meio das cores. De nada vale a concretude frente a abstração das cores,que avassalam os dias e permeiam os risos.O concreto resiste, não renova.Blinda, invisibiliza, cerceia a ternura,que Leia mais

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Nada floresce no cinza concreto,
dureza perene construída na alma.
Aprisiona o corpo na solidez cotidiana,
ainda que o vento abale, permanece incólume,
destacado sozinho no meio das cores.

De nada vale a concretude frente a abstração das cores,
que avassalam os dias e permeiam os risos.
O concreto resiste, não renova.
Blinda, invisibiliza, cerceia a ternura,
que tenta achar brechas.

Firme, habita e faz inóspito o espaço.
Existência frugal impelida na rigidez inventada,
que faz proteção impermeável ao acontecimento.

Sem medianeira, aparta o arrebol, aguenta o tranco,
repele a desordem do espontâneo acaso caótico.
Segue firme, enquanto a vida diversa perpassa na minúcia.

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Fins improváveis de escolhas planejadas https://notasnaoaleatorias.com.br/fins-improvaveis-de-escolhas-planejadas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=fins-improvaveis-de-escolhas-planejadas https://notasnaoaleatorias.com.br/fins-improvaveis-de-escolhas-planejadas/#respond Fri, 12 Jun 2026 11:33:52 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3386 “E quase que eu me esqueci que o tempo não para nem vai esperar” (Vale ler ouvindo Vento de Maio, na voz de Elis) Por vezes o instante nos faz esmorecer decisões perenes, deixando de lado o que a potência da palavra é capaz de criar. Nossas escolhas cotidianas, com Leia mais

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“E quase que eu me esqueci que o tempo não para nem vai esperar” (Vale ler ouvindo Vento de Maio, na voz de Elis)

Por vezes o instante nos faz esmorecer decisões perenes, deixando de lado o que a potência da palavra é capaz de criar. Nossas escolhas cotidianas, com seus efeitos borboletantes, que batem asas em dias de sol, debatendo-se em sinuosas curvas das vidas de outros, se esvaem sem sentido.

A solidão planejada em trajetos incertos nos traz essa paz do controle do mundo que nos cerca, como se nossos passos não colidissem com outros transeuntes. Marasmo programado do não deleite concretiza, a cada pisada, a ilusão da conquista. Olhar ao redor, imerso em um mundo coletivo e decidir não ver ninguém, a não ser a si mesmo espelhado em inúmeras solidões.

As palavras, agora sozinhas, são e serão vazias de si, só potência gasta em sola de sapato do caminho incerto. No marasmo da paz, com o suposto controle das etapas implementadas, sozinha a vida, se vai. Sozinha vira concreto, duro, ressecado, perene, infrutífero, voraz: consome nosso mundo e permanece cinza.

Em uma rotina que nos captura e isola, nos pagando com a falta de tempo, planejar vislumbrando quem está ao nosso lado é criar heterotopias prováveis em alívios dos momentos. É inventar dias que cabem em nossos amores mais invisíveis, com a coragem que se fortalece nos laços e abraços companheiros. Ainda que o receio nos envolva e embarace a vista, palavra vivida, tornada experiência conjunta, é a força que nos move coletivamente.

Não há vida só.

desenho de Frida Khalo, com a frase "onde não puderes amar, não te demores"

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Breguices em dias sem paz https://notasnaoaleatorias.com.br/breguices-em-dias-sem-paz/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=breguices-em-dias-sem-paz Fri, 22 May 2026 19:05:40 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3381 Post brega para ler escutando Tempo de Amor Em tempos difíceis, amar segue resistência e condição de possibilidade. Enquanto os urubus voam no céu, nossos problemas existem em suas vidas aqui embaixo no substrato. E é na capacidade de encontrar espaços para amar e continuar amando que tornamos o sombrio Leia mais

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Post brega para ler escutando Tempo de Amor

Em tempos difíceis, amar segue resistência e condição de possibilidade. Enquanto os urubus voam no céu, nossos problemas existem em suas vidas aqui embaixo no substrato. E é na capacidade de encontrar espaços para amar e continuar amando que tornamos o sombrio do cotidiano potência.

No caos a nós, imposto pela rotina, é em parcerias que percebemos a leveza improvável do sorriso e afeto, tanto quanto nos abraços que se anuviam dos perturbados enroscos insolúveis. Resistir ao isolamento das ideias e do não compartilhamento das questões existenciais torna-se parte de abrir-se à dor e ao caos e à insolubilidade dos outros, mas também à força do encontro.

Mas tem que querer, para poder amar, diria Baden Powell. Dias mundanos precisam da leveza do encontro, que não seja meu, nem nosso, o mundo em que o amor morreu.

“Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais

O tempo de amor é tempo de dor
O tempo de paz, não faz, nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu” (Baden Powell e Vinícius de Moraes)

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Incertezas https://notasnaoaleatorias.com.br/incertezas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=incertezas Fri, 13 Feb 2026 00:55:19 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3373 A incerteza, força avassaladora que atropela a vida, as vezes se esconde no detalhe cotidiano. Se silencia enquanto observa os segundos passarem inconstantes em dias infames Irrompe quando menos se espera, atormenta ideias, reside na brecha do bem-estar. Às vezes produtiva, nos faz questionar o que está naturalizado, outras vezes, Leia mais

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A incerteza, força avassaladora que atropela a vida, as vezes se esconde no detalhe cotidiano. Se silencia enquanto observa os segundos passarem inconstantes em dias infames

Irrompe quando menos se espera, atormenta ideias, reside na brecha do bem-estar. Às vezes produtiva, nos faz questionar o que está naturalizado, outras vezes, contudo, destrutiva. Inquieta criatura que se imiscui com momentos atribulados entre o tédio da rotina e a saudade da calmaria.

E, não se enganem: é o contrário da calmaria que a incerteza busca. A inquietação do pensamento, que toma conta de cada célula do corpo e torna ideia fugaz em irrequieto movimento.

Atravessa e impossibilita o comedido e disciplinado comportamento. Incômoda sensação revisitada, tenaz passageira dos pensamentos.

Vem e ocupa o lugar mais confortável da vida e questiona com sucesso…

Se há dias em que as incertezas ventilam as ideias e trazem novas inspirações, há também dias que se tornam ingovernáveis em diálogos já sabidamente inconvenientes.

O mundo, enquanto segue seu rumo, corresponde ao caos das incertezas, sendo a faísca necessária para o desconforto que virá.

Tão voraz, quanto inconstante, as respostas às incertezas não trazem sossego, mas transformam-se em combustível para mais e mais questões.

Se o momento parece sereno, talvez ele esteja só sereno, de fato. Sem caos, sem desordem. Só silêncio.

Respira fundo. Não há de melhorar, enquanto não for sobre existência do coletivo. É sempre sobre combater o egoísmo dos dias.

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Eu poderia dizer https://notasnaoaleatorias.com.br/eu-poderia-dizer/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=eu-poderia-dizer Wed, 11 Feb 2026 16:53:18 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3371 Eu poderia dizer que tenho saudades, porém… Prefiro dizer que aqui se sentelongínqua tua voz e histórias inteligentestanto quanto do teu toque,que habita meu corpo, quando presente A suavidade da existência do abraçocom cafuné, intermitenteentremeados por risadas,nossas aleatórias conversas reticentes Mundo atribulado de nosso tempofaz da rotina, desencontro inconvenientefaz aguardar Leia mais

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Eu poderia dizer que tenho saudades, porém…

Prefiro dizer que aqui se sente
longínqua tua voz e histórias inteligentes
tanto quanto do teu toque,
que habita meu corpo, quando presente

A suavidade da existência do abraço
com cafuné, intermitente
entremeados por risadas,
nossas aleatórias conversas reticentes

Mundo atribulado de nosso tempo
faz da rotina, desencontro inconveniente
faz aguardar no cotidiano
brechas de beijos pendentes

Eu poderia dizer que tenho saudades, mas soa insuficiente

Prefiro desenhar planos improváveis
de dias sem a pressa prudente
com segundos contados no relógio
para compromissos, diariamente

Estanca-se pensamentos de distância
desse momento recente
busca na ausência, lembranças
da leveza de nós, minuciosamente

Eu poderia dizer que tenho saudades, obviamente.
Contudo a palavra não traduz o sentimento equivalente.

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Proletariedades do existir https://notasnaoaleatorias.com.br/proletariedades-do-existir/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=proletariedades-do-existir Tue, 13 Jan 2026 22:18:18 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3368 Sentir saudades do impossível acontecimento Vazio distante das comunicações, com tato, sabor, paladar. O tempo inexistente, corroi. Atribulação proletária, nos leva. Um passo de cada vez, ao torpor diário. Brechas de calendário, frases soltas inacabadas. Dias sem palavras na imensidão das mensagens sem fim. Contemporâneo momento que nos consome, desaparecendo Leia mais

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Sentir saudades do impossível acontecimento

Vazio distante das comunicações, com tato, sabor, paladar. O tempo inexistente, corroi.

Atribulação proletária, nos leva. Um passo de cada vez, ao torpor diário.

Brechas de calendário, frases soltas inacabadas.

Dias sem palavras na imensidão das mensagens sem fim.

Contemporâneo momento que nos consome, desaparecendo os ânimos dos encontro plausível.

Rotina interminável entre o compromisso do horário, a fome do fugaz e o esmagamento das obrigações.

Tempo, que tudo devora e pouco nos dispõe, o respirar aliviado e rara condição das fissuras escorregadias da vida.

Corre, na memória, diálogos interrompidos, sabores inusitados, deleites inventados.

Habita, nas mais permanentes histórias, o desejo de estar no mundo das ideias, onde pele, sorriso e livre sentir, resistem.

Voraz pelo anseio da alegria leve e suavidade do olhar, que aconchega num abraço, buscando estancar o ritmo imposto cotidiano.

Reside, em mim, vontade de existência, hoje.

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Acontecimento não previsto https://notasnaoaleatorias.com.br/acontecimento-nao-previsto/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=acontecimento-nao-previsto Thu, 27 Nov 2025 18:12:18 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3363 O tempo passa incólumeOcorrência de alegrias intermitentesArrastando pesares e pensamentosIndecisão, incoerência, quereres Acontecimento não previsto no calendárioEm risadas, cafunés e garrafas de vinhoCarinho e tesão em amanheceres diversosReceios em intervalos entremeados Meses em dispersão das ideiasSem ideais de partida prementeNem planos de permanênciaAbraços e beijos, perenes desejos Em tempo do Leia mais

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O tempo passa incólume
Ocorrência de alegrias intermitentes
Arrastando pesares e pensamentos
Indecisão, incoerência, quereres

Acontecimento não previsto no calendário
Em risadas, cafunés e garrafas de vinho
Carinho e tesão em amanheceres diversos
Receios em intervalos entremeados

Meses em dispersão das ideias
Sem ideais de partida premente
Nem planos de permanência
Abraços e beijos, perenes desejos

Em tempo do inesperado
Paciência e escuta entre amor e dúvidas
Encantamento na admiração mútua
Assertividade obedecida, anseio.

Breve acontecimento, aguarda
Leve ensejo ao voraz
Com a solitude do tempo, ama
Em dias difíceis de compartilhar

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Turbilhão https://notasnaoaleatorias.com.br/turbilhao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=turbilhao Tue, 04 Nov 2025 14:41:06 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3336 Escrevi este texto escutando Foi no mês que vem do Vitor Ramil, sugiro ler escutando também. A cabeça ferve em ideias mais rápidas que o processador tem possibilidades de organizar. A respiração acelera, gera angústia, devaneia em intermitência descontínua. Não há paz no turbilhão, não há algoz mais severo e Leia mais

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Escrevi este texto escutando Foi no mês que vem do Vitor Ramil, sugiro ler escutando também.

A cabeça ferve em ideias mais rápidas que o processador tem possibilidades de organizar.

A respiração acelera, gera angústia, devaneia em intermitência descontínua.

Não há paz no turbilhão, não há algoz mais severo e cruel que o pensamento sobre si.

Enquanto tudo passa numa cadência, nada faz sentido em meio à explosão de ideias.

O que a mente quer é silêncio, que não vem. Não vem, nada adianta.

Respira, respira, respira. Clichês baratos sem caminho, destino ou intenção.

Esvai tempo em retomadas inócuas, durante a torrente sináptica cotidiana.

Acorda antes do despertador, respira. Não é manhã ainda, vira de lado. Respira.

Promessas de mundos ideais, distopias sem cor em dias mutantes, impermanência.

Volta, respira. Pensa e sente. Deixa fluir o tempo e percebe o caos, respira.

Nano espaços de probabilidades instáveis, se fazem forçosos esforços.

Monumento em segundos que passam incessantes. Respira.

Pensamentos em ondas que se vão e voltam, intensas como uma ressaca

Afoga, afoba, desacomoda.

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Tempo: presente https://notasnaoaleatorias.com.br/tempo-presente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tempo-presente Mon, 03 Nov 2025 15:14:22 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3334 O mundo giraimpõe ritmos ao desejocadência de vida, interrompedesloca o ar, expira Turbilhão em segundos, silêncioantiga conhecida, companheirapassageira aguardando o caosansiedade pede estadia Enquanto o mundo giracadenciando anseiosarritmia da vida, arrodeiarespira, sem atmosfera tempo: presente.

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O mundo gira
impõe ritmos ao desejo
cadência de vida, interrompe
desloca o ar, expira

Turbilhão em segundos, silêncio
antiga conhecida, companheira
passageira aguardando o caos
ansiedade pede estadia

Enquanto o mundo gira
cadenciando anseios
arritmia da vida, arrodeia
respira, sem atmosfera

tempo: presente.

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Parrésia https://notasnaoaleatorias.com.br/parresia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=parresia Wed, 29 Oct 2025 12:22:07 +0000 https://notasnaoaleatorias.com.br/?p=3330 contradições cotidianas inaparentesentre ficar e partir, reside a esperasilêncio perene indecisoanestesia frente à parrésia Não estanca no insuportável instante presenteultrapassa a fronteira conformadaimpermanente homeostasia, segueperpassa, caminho constante, amor.

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contradições cotidianas inaparentes
entre ficar e partir, reside a espera
silêncio perene indeciso
anestesia frente à parrésia

Não estanca no insuportável instante presente
ultrapassa a fronteira conformada
impermanente homeostasia, segue
perpassa, caminho constante, amor.

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